quinta-feira, 15 de setembro de 2011

108 anos de uma vida imortal



Tão difícil ou até mais que explicar o sentimento gremista é aguentar firme para falar do próprio Grêmio sem se emocionar em um dia tão importante para toda uma nação. São 108 anos de história de um clube gaúcho que faz jus ao estado, um pouco assustadora, triste, melancólica, comovente, alucinante, mas exageradamente apaixonante. Nascido e orgulhosamente criado em um pedaço de chão diferente do resto, para assim definir uma terra de azuis e vermelhos que acabou se tornando o país dos gaúchos.

Se pertencente à outra parte do mundo gaudério não tente entender essa homenagem, apenas reflita ou feche a página, não preciso que tentem compreender a “loucura” de um gremista, e muito menos que percam tempo questionando nossa euforia que leva ao delírio. Porém se tu és torcedor considere-te o homenageado, o motivo pela existência e tradição do clube é daquele que vibra um GREnal como uma final de campeonato, e chora desesperadamente ao assistir pela 58º vez a batalha dos aflitos. É você que embaixo de sol escaldante e de chuva torrencial parte ao estádio para apoiar o que chama de amor incondicional.

Seja gremista, apoie e chore. São essas lágrimas que te fazem perceber o quanto é grandioso e transcendente torcer pelo Grêmio. 108 anos de um clube e de uma torcida absoluta, absolutamente imortal.

“O Grêmio da várzea da Baixada, olímpico Grêmio! O Grêmio incendiário do Foguinho, o Grêmio de botinas do capitão Froner. Grêmio do tanque Juarez, de Alcindo bugre-xucro de Wilson Cavalo, de Aírton Pavilhão, de Lara, Germinaro e Danrley. Grêmio de poncho e de coturnos. Grêmio lanceiro negro, de tantos ponta-de-lança e de todos os volantes de contenção. O Grêmio de Leão e De León, de Ribeirinho e Ramão, de Feio e Pelado. Grêmio de Paulo César Caju, Mário Sérgio e André Catimba. Grêmio de Loivo e Yura. Grêmio de Anderson Polga, Emerson, Eduardo Costa - na frente da zaga. O Grêmio de Divino. Grêmio de futebol porto-alegrense. Futebol de verdade, porque futebol-arte, todo mundo sabe, é coisa de fresco." – Eduardo Bueno

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